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No coração do
Jardim Botânico, a Fundação
Semco e seus parceiros estão criando
um campus multi-sensorial, com ambientes internos
e externos, para jovens e crianças
– em idade e espírito –
se deleitarem ao aprender sobre o mundo ao
seu redor. Um lugar onde a paz e o repouso
encontram a curiosidade e a excitação.
Com-Viver é um espaço de
descobertas, onde os visitantes podem explorar,
por meio de várias exposições
interativas, um sem-número de maneiras
pelas quais o ser humano influencia, interage
e depende do ambiente.
Breve resumo
O Com-Viver é o principal componente
do Programa de Uso Público e Educação
Ambiental do Jardim Botânico do Habitat
dos Mellos. Os primeiros módulos
incluirão:
1. A Cidade Sem Fim – uma réplica
de um assentamento humano, em escala reduzida
para possibilitar aos jovens participantes
verem, estudarem e trabalharem para resolver
os desafios de criar e manter a infra-estrutura
necessário para o desenvolvimento.
2. A Fábrica de Papel – uma
oficina onde eucalipto plantado no local
e água de fontes próximas
servem de matéria prima para fazer
papel e produtos de papel, destacando uma
importante forma de utilizar estes recursos
naturais.
3. O Playground Magnífico –
uma área de recreação
projetada por crianças com o apoio
de artistas para estimular a imaginação
e provocar tanto o artista como a criança
a pensar e aprender.
4. O Centro de Encontros Improváveis
– uma coleção de atividades
e experiências multi-sensoriais desenvolvidas
para despertar a consciência e a tolerância
às diferenças entre nós.
A Fundação Semco pretende
que o Com-Viver seja diferente. Aprendizado
vivencial, prático e divertido é
o que o Com-Viver quer ser. A oportunidade
de explorar o mundo além do seu entorno
imediato é parte da experiência
do Com-Viver. Outra parte, igualmente importante,
é a possibilidade de atentar para
nossos vizinhos, e pela maravilhosa natureza
do nosso próprio quintal.
Descrição do projeto
O objetivo do Com-Viver é promover
uma relação mais harmoniosa
com o meio ambiente e entre as pessoas,
baseada numa compreensão profunda
e retida de nosso entorno.
Com a ajuda da internet e outras tecnologias
de redes, o Com-Viver será acessível
a um público mais amplo do que os
visitantes de suas instalações
físicas. Visitantes virtuais poderão
simplesmente aprender sobre a iniciativa,
ou participar de fato em uma série
de atividades off-site.
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O Eden Project, na Cornuália,
Grã-Bretanha |
O Com-Viver está
sendo desenvolvido em parceria com o
Eden Project, responsável por
uma das iniciativas de educação
ambiental de maior sucesso em todo o
mundo. O site do Eden Project, em Cornwall,
Inglaterra, é composto de uma
série de domos imensos, nos quais
ecossistemas tropicais, mediterrâneos
e outros são reproduzidos. Os
visitantes são conduzidos por
monitores através dos domos,
nos quais ocorre uma série de
atividades, destacando aspectos específicos
dos diferentes ecossistemas do mundo,
e das culturas dos povos que neles vivem.
O Com-Viver ficará localizado
dentro do Jardim Botânico, e partilhará
algumas de suas instalações,
como o Centro de Visitantes e o sistema
de trilhas. Adicionalmente, ele terá
uma série de componentes específicos
para conduzir as atividades propostas.
Estes componentes serão desenvolvidos
em fases, a primeira das |
quais será um projeto piloto compreendendo
os seguintes elementos:
A Cidade Sem Fim
Uma réplica de um assentamento urbano
/ rural, em escala reduzida para possibilitar
aos jovens participantes visualizar, estudar,
entender e tentar resolver os desafios de
criar e manter a infra-estrutura necessário
ao desenvolvimento urbano. A Cidade Sem
Fim será um laboratório a
céu aberto, no qual os participantes
podem explorar a relação entra
a sociedade e o ambiente.
A experiência exporá os participantes
a temas como a adequação dos
assentamentos aos sítios naturais;
uso adequado de recursos como água,
energia e materiais de construção;
negociação com múltiplos
interesses (de fato, vários grupos
pode participar simultaneamente na construção
do projeto).
Crianças e jovens serão confrontados
com problemas da vida real relacionados
à expansão urbana e desenvolvimento
sustentável. Os diferentes elementos
do projeto serão supervisionados
por alunos de nível avançado
em áreas como planejamento urbano,
arquitetura, sociologia, história,
antropologia, geografia. Por meio de redes
de computadores, os participantes poderão
manter contato, acompanhar o desenvolvimento
do projeto e tomar decisões. Desta
forma, o projeto poderá ser incorporado
ao currículo de escolas, integrando
atividades em classe e ao ar livre. A rede
de comunicações também
permitirá a audiências mais
amplas observarem o projeto e trocar experiências
sobre projetos similares ou mesmo situações
reais em todo o mundo.
As atividades exatas que levarão
o projeto a se desenvolver dependerão
da definição dos conteúdos
específicos a serem abordados, em
conjunto com os participantes (universidades
e escolas). Tipicamente, eles compreenderão
uma série de workshops no local,
complementados por estudos ao longo do ano
sobre temas como: adequação
dos sítios a diferentes atividades
( moradia, agricultura, trabalho); disponibilidade
de recursos naturais e atividades economicas
potenciais (turismo, agricultura, indústria,
etc.); tecnologias de construção
adaptadas às condições
do sítio e a materiais e tradições
locais; pesquisa e construção
de réplicas de assentamentos tradicionais
reconhecidamente adaptados a seus locais
(agricultura em terraços dos Incas,
sistemas de irrigação do sudeste
asiático, canalização
de águas subterrâneas da Ásia
Central, pôlderes da Holanda, rotação
de culturas na América do Sul, etc).
Além dos workshops, estudos focais
e projetos, os estudantes participando da
Cidade Sem Fim deverão doar parte
de seu tempo a um programa de extensão
voltado para dar assistência a assentamentos
rurais em diferentes partes do país,
para implementar localmente melhores práticas
baseadas no conhecimento desenvolvido na
Cidade Sem Fim.
A Fábrica de Papel
Uma oficina onde o eucalipto (inicialmente
trazido para a região por companhias
de celulose e papel) e a água de
fontes próximas servirão como
matéria prima para fazer papel e
seus produtos, evidenciando um dos usos
mais importantes destes recursos naturais.
A cadeia de produção de papel
inteira será vivenciada, desde o
crescimento e o corte das árvores,
até o processamento da celulose e
a fabricação do papel, e a
disposição final dos efluentes
e do lixo sólido. O objetivo é
destacar a relação entre recursos
naturais como madeira e água e um
produto comum, industrializado.
Outros temas a serem abordados incluem
reciclagem, disposição do
lixo, e uso da água. Exposições
sobre a água relacionadas ao tema
demonstrarão seus vários usos,
como água potável, para irrigação
de plantas, produção de energia
e base da biodiversidade. Ao longo de um
riacho que cruza a área do Jardim
Botânico, iremos criar uma série
de equipamentos para demonstrar técnicas
de conservação do solo (novas
e tradicionais)l; ecologia de matas ciliares;
qualidade da água (incluindo um pequeno
laboratório de análises);
uma usina hidrelétrica em miniatura;
técnicas de irrigação
(tecnologias novas e tradicionais de construir
terraços, canais, etc.)
A Fábrica de Papel terá uma
calendário de workshops e atividades
educacionais para o ano inteiro, desenvolvido
para engajar grupos de estudantes em períodos
maiores de tempo (integrando-se a projetos
escolares) assim como visitantes diários.
As atividades irão variar de acordo
com as estações, favorecendo
uma maior consciência sobre os ciclos
naturais.
O Playground Magnífico
Uma área de recreação
desenhada por crianças com a ajuda
de artistas para se transformar em um local
para provocar a imaginação
e estimular tanto o idealizador como o usuário
a brincar e aprender. Todas as construções
utilizarão materiais descartados,
reciclados ou recuperados, e o desenho terá
a cada passo sua função (segurança)
testada, sendo também testado por
crianças.
O Playground estará aberto ao público
todo o ano. Adicionalmente, uma série
de workshops sobre temas como construção
de brinquedos, planejamento de espaços
para recreação e outros serão
ministrados por artistas, designers planejadores
convidados no local. Parte dos workshops
será voltado a representantes de
comunidades necessitando melhorias em espaços
de recreação na região
e em outras regiões do país.
O Centro de Encontros Improváveis
Um coleção de atividades
e experiências multi-sensoriais projetadas
para favorecer a consciência e a tolerância
à diversidade humana. Crianças
serão encorajadas a experimentar
o que significa ser fisicamente deficiente,
ou colaborar em um projeto com crianças
que não falam a mesma língua.
O Centro será organizado em torno
de 4 eixos:
- O Centro de Habilidades, em que em equipamentos
especiais como salas escuras, testes de
identificação de cheiro, sabor
e outros possibilitarão aos visitantes
vivenciar situações às
quais deficientes são comumente expostos.
- A Feira Mundial, que receberá exposições
temporárias de diferentes países
e culturas
- O Centro de Comunicações,
no qual, por meio da internet e instalações
de teleconferência, grupos escolares
poderão interagir com seus iguais
em outros países em atividades guiadas.
- A oficina de artes manuais, na qual crianças
com diferentes formações poderão
cooperar em atividades comuns, cotidianas
como marceria.
O Centro de Encontros Improváveis
estará aberto para visitantes diários
e terá também workshops semanais
ao longo do ano.
Cada um destes elementos será projetado
para:
· Evidenciar a interação
entre pessoas e seu entorno e a relação
entre processos naturais e humanos;
· Celebrar a diversidade cultural
e individual, promovendo a compreensão
mútua e a construção
de relacionamentos;
· Ensinar através da prática,
fora da sala de aula, num formato vivencial
que combine recreação e aprendizado;
e
· Encorajar a criatividade e a curiosidade.
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